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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

OS 4 CABEÇUDOS - Carnaval

São personagens muito sensíveis que decoram e iluminam todo o espaço só de olhar para eles. Eles não falam! Mas são carinhosos com as crianças, acompanham-nas nos seus desfiles de carnaval e atiram Confetis e Papelinhos em qualquer altura propícia.
Encantam os graúdos e pequerruchos!

São eles o AMORES, que distribui a semente do Amor, é o BOLINHAS que é um palhacinho simpatiquíssimo e muito brincalhão, è o nosso PALHAÇAO que só faz diabruras! Esconde-se, prega sustos, tropeça vezes sem conta, é um autêntico desastrado!!

E por último o nosso FELIZARDO que consegue com as suas enormes calças trazer montes de surpresas, desde balões, a confetis, a qualquer coisa que queiram distribuir (panfletos, ofertas da entidade promotora, outros)

Estes GIGANTONES podem andar juntos e fazer “performances” como podem andar separadamente.

ENTRUDOS TRAQUINAS - Carnaval

LANZUDO, NARIGUDO, ESTRELINHA, RATOLA e VESGAS

São 5 ENTRUDOS que animam um espaço com brincadeiras e partidas. Eles podem andar sempre juntos, fazendo “performance” com os seus guarda-chuvas coloridos, atirando serpentinas e confetis, como fazerem jogos de interacção com o publico existente, crianças e adultos (jogos, rodas e cantigas). Eles podem também actuar individualmente.

Os 5 animadores que envergam estes “CABEÇUDOS” podem acompanhar os cortejos carnavalescos, como serem orientadores de um programa num espaço (encaminhar o publico jovem para certo sitio, trazê-los do autocarro para o recinto de animação, etc.) como podem apenas colorir esses espaços com as suas graças. Eles fazem balões moldáveis e comunicam com apitos, podem também distribuir balões de hélio às crianças! São uns verdadeiros TRAPALHÕES próprios desta época.


Eventualmente, estes cabeçudos poderão ser cedidos (alugados) aos animadores do espaço (professores, entidade organizadora, etc.), ficando responsáveis pela sua animação.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

TRADIÇÃO DE GIGANTES, GIGANTONES E CABEÇUDOS

Excerto de “Tradição que veio para ficar” Por Paulo Julião no Diário de Noticias
Imagem retirada da festa da senhora d´agonia,Viana do Castelo


Com quatro metros de altura, um peso que varia entre os vinte e os trinta quilos e uma enorme cabeça de pasta de papel, os gigantones não passam de figuras humanas de grandes dimensões suportadas por uma estrutura com a forma de um corpo e onde o homem que o manuseia se introduz, carregando o boneco apoiado nos seus ombros. Os movimentos, claro está, são dificultados por causa do peso e equilíbrio, mas procuram andar (ou balancear) ao som do ritmo, sempre de forma solene. À volta destes apresenta-se o conjunto oposto qual grupo de "bobos da corte", os cabeçudos são personificados por rapazes vestidos de forma desleixada que, num bailado quase tresloucado onde sobressai a enorme cabeça usada como máscara, fazem a animação popular. Representam uma pequena corte, ou mais simplesmente um rancho de filhos, que dançam, rodopiam e provocam, contagiando todos com o seu ritmo e alegria. Dado o seu carácter folião, os cabeçudos, segundo a tradição, assumem por vezes formas não humanas de diabos ou monstros de língua de fora. A introdução dos gigantones e cabeçudos nas festas e romarias portuguesas, directa ou indirectamente, foi feita através da região espanhola da Galiza, com a importação do costume, em 1893, para a Romaria d'Agonia, em Viana do Castelo. Como explicou ao DN o historiador Alberto Abreu, o gigantone português deriva da tradição galega em que era promovida uma exibição de gigantones e cabeçudos junto ao túmulo de Santiago. "Um vianense achou muita graça àquilo e resolveu trazê-la para as festas de Viana do Castelo, no século XIX, quando se estava a criar o figurino da romaria. Na altura foi mais um número, mas depois acabou por ficar como número". Popularizada em Viana do Castelo, onde se assumiu no decorrer do século passado como símbolo da "rainha das romarias de Portugal", a tradição vingou, já que se "encaixou na memória colectiva" do povo que ainda recordava mitos antigos, desaparecidos no tempo. Também conhecidos como "gigantes de cor-tejo", o povo acabaria por importar da cultura galega não só o número em si mas o nome de gigantone. A tradição é, contudo, bem mais antiga, e para Alberto Abreu tem a sua origem nos contos de bons e maus gigantes inspirados na mitologia germânica, mais tarde popularizados em histórias infantis. Aparecendo sempre indissociáveis das figuras gigantes, os cabeçudos representam também uma deformidade, neste caso na cabeça, e são inspirados, essencialmente, nos gnomos da floresta, "normalmente génios bons". Estas figuras já estão bem enraizadas na cultura popular portuguesa, podendo ser apreciadas em grande parte das grandes romarias espalhadas pelo Norte do País, como forma de assinalar o início das festividades tradicionais.