de Manuel António Pina.
Depois do grande êxito do espectáculo “Os Grandes Livros Animados”, com historias censuradas e proibidas antes do 25 de Abril. Achámos importante contar o que foi o nosso Portugal antes de ter liberdade “essa que temos hoje”, e como se sentiu ao conquista-la depois de cinquenta anos de tristeza e de silêncio.
Este espectáculo, está a ser um sucesso e a ter grande impacto no público em geral; as crianças ficam fascinadas, e os adultos muito emocionados.
Espectáculo para a educação à cidadania.
Um resumo lúdico e pedagógico sobre a liberdade, o antes e o depois, a tristeza e o medo, a luta e finalmente a LIBERDADE…
Esta peça, contemporânea e verídica, foi baseada numa pesquisa rigorosa de músicas, poemas, diálogos, comunicados, vestuário, arquitectura, registos e memórias do povo.
- Há muitos anos, no tempo em que os teus pais/avos andavam na escola, num pais muito distante vivia um povo infeliz e solitário, vergado sob o peso de uma misteriosa tristeza. (…)
(…) Os meninos do País das Pessoas Tristes não podiam ouvir as músicas, nem ver os filmes, nem ler os livros e as revistas de que gostavam, (…)
(…) Os soldados reuniram-se nos quartéis e pegaram nas suas armas para arrancar finalmente o tesouro das mãos dos ladroes. E toda a gente saiu alvoroçadamente para a rua e acompanhou os soldados, cantando e gritando: «Viva a liberdade! Viva a liberdade!». (…)
(…) Esse país agora já não se chama País das Pessoas Tristes, chama-se Portugal e é o teu país. E o tesouro pertence-te a ti, és tu que agora tens que cuidar dele, guardando-o muito bem no fundo do teu coração para que ninguém to roube outra vez.
O livro bidimensional, cujas páginas são os cenários e de onde sobressaem figurantes, aliada à manipulação das marionetas, cria um espectáculo que envolve o espectador, criança ou adulto, numa áurea de magia.
Excertos das Musicas: Depois do Adeus; Hino M.P.; Grândola; Excertos de reportagens e comunicado da rádio retirados do Cd “Os Cravos da Rádio”; Portugal Ressuscitado; varias de José Afonso.
Excertos dos Poemas: “A Dita dura” de José Carlos Vasconcelos e “Os Medos” de José Cutileiro